Tu fazes-me bem! És a pessoa ideal. Sempre lá para mim. Dás-me tudo o que eu podia desejar, e és tudo o que eu preciso. Fizeste-me (incrivelmente) esquecer o meu passado próximo que me andava a corromper. Tiveste a tua quota parte no meu wake up call para o activismo, que me apaixona. Tudo indica que sejas a pessoa, talvez o "tal". Um quadro pintado de fresco, com flores e pássaros a voar por todo o lado, quando sinto aquele carinho imenso pelas tuas mãos. Mas é incrível como eu nunca estou bem. Sinto-me mal, por não conseguir sentir-te da mesma forma que o sinto a ele. Quando sei que ele iria ser um desastre na minha vida. Que ele ia fazer-me sentir de uma forma que tu serias incapaz. Quando sei que a substância dele não é nada quando comparada com a tua. A alma dele está mais que corrompida, ia arrastar-me para o fundo com ele. Mas não consigo evitar o tal assunto por resolver. A paixão calorosa bate o teu "fazes-me bem". A mão dele na minha, vezes sem conta, faz-me querer mais. A química, ai a química... arrisco-me a dizer que nunca a senti, não desta forma. Os sentimentos não resolvidos deixam-me com a sede incessante de quem quer saber o que é que, afinal, se está a passar. É o calor do momento, eu quero acreditar que sim. Mas nota-se, nota-se tão bem. Tal e qual o miúdo dizia, sem saber de nada: "Eles têm muita história.". Temos demasiada. Demasiada para suportar na nossa situação! Pensar nisto parece-me considerar a inevitabilidade de um facto que vai acabar por acontecer, eu a acabar por destruir tudo o que construí, como sempre faço aliás. Tenho tendência para o caos (da minha vida principalmente). Pensa racionalmente Suse, uma vez na vida, só te peço isso! Mas não dá, é mais forte que eu, é mais forte que nós. É como alguém querido me disse: "Tenho a certeza que o sentimento ia aumentar caso levassem isso avante, nota-se a milhas de distância que estão num constante vai e vem de sentimentos.". Ela conhece-nos bem. Isso preocupa-me.
sábado, 26 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
"A Suprema Verdade"
Dou por mim a desejar ter vivido noutro tempo. Num tempo de revoluções (não só sociais mas de espírito). Agora temo que tudo seja mais difícil de concretizar. Como é que chegamos aqui? Este povo trabalhador de origens humildes que se deixou corromper pelo temível capitalismo, pela verdade suprema que é o sistema. Está na altura de abrir os olhos! De acreditar que esta verdade suprema não é tão verdade assim. Porque trata-se da alienação, do ser sobretudo, da vida. O deixa andar não é a solução. A revolução feita de forma pacífica, pelo povo desta vez, é o que desejo. O que me custa é que não há forma de a revolução ser feita pelo verdadeiro povo, mas sim pelos instruídos, por aqueles que conseguem ver a falsa verdade, aos outros não se consegue fazer ver. Sempre fomos preguiçosos para pensar. Mas acreditar que somos mais fortes do que qualquer teoria da representação é o caminho. Podem dizer as balelas que quiserem a partir das portas de entrada do Instituto, mas a força do povo consegue fazer tremer as estruturas. Está na hora de acordar, e fazer isto de forma ordeira. Uma união como a história não viu. Porque se fomos os primeiros a descobrir o caminho marítimo para a Índia, se descobrimos o Brasil, se somos o único país do mundo que conseguiu fazer cair um regime sem sangue, também conseguimos ser os primeiros a fazer balançar a suprema verdade. A desconstrução da mente demora tempo, mas o regime treme mais um pouco cada vez que saímos à rua. O caminho é longo e sinuoso, mas com espírito de sacrifício vamos dizer adeus à Europa de uma vez, e começar de novo, de forma nova!
sábado, 19 de outubro de 2013
Desliguei de tudo! Por um momento desliguei. Tudo subiu-me ao espírito. Tu não queres viver mais! E eu não consigo fazer nada para te ajudar. Estás a evaporar-te à minha frente. A cada passo que dou a tua existência fica mais ténue. Dói-me o meu interior mais profundo. A tua dor é a minha. Só te peço que dês uma nova oportunidade a este mundo, que me dês uma nova oportunidade a mim, a todos nós. Acreditares que nada disto é em vão. Que a existência é algo tão poderoso, que não merece ser deitado fora desta forma. Daqui a dez anos isso ainda vai importar? Deixa tudo de lado, e vive como se não houvesse amanhã, é a única liberdade restante. Nunca te esqueças daquele dia em que nos rimos por coisas estúpidas e percebemos como éramos pálidas. Agarra-te a isso e a tudo mais. É a Hora!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O meu Projecto Vital
E com tudo a compor-se à minha volta, parece que era mesmo suposto tudo retornar ao lugar onde pertencia. As minhas aspirações estão mais fortes que nunca, tento a todo custo que elas se desenrolem de uma forma relativamente rápida, para não ter que voltar atrás. Estou cheia de projectos, com o caminho que pretendo seguir a formar-se à minha frente. As pessoas que me rodeiam tiveram um papel determinante naquilo que pretendo chamar de Projecto Vital. Será um bom presságio, não tenho dúvidas. E se falhar, pelo menos sei que fui à luta. Estou a agarrar-me com unhas e dentes àquilo que acredito, e que, afinal de contas, sempre acreditei, só esteve meio perdido nos meandros do quotidiano.
Entretanto vieste tu também. Todos os dias a fazeres-me acreditar que deve haver um final feliz para mim. Talvez esteja a chegar esse belo final.
As coisas não se terem desenrolado de forma diferente, talvez tenha sido uma bênção. Se tivesse ido para o Brasil, não estaria contigo, não estaria como estou. O que eu precisava era de um wake up call, de uma chamada para a vida. Agora que comecei, parece que nada me pode parar. Mas como tudo nesta vida, é efémero. Não se sabe... Vamos deixar o destino e os deuses decidirem por nós.
Entretanto vieste tu também. Todos os dias a fazeres-me acreditar que deve haver um final feliz para mim. Talvez esteja a chegar esse belo final.
As coisas não se terem desenrolado de forma diferente, talvez tenha sido uma bênção. Se tivesse ido para o Brasil, não estaria contigo, não estaria como estou. O que eu precisava era de um wake up call, de uma chamada para a vida. Agora que comecei, parece que nada me pode parar. Mas como tudo nesta vida, é efémero. Não se sabe... Vamos deixar o destino e os deuses decidirem por nós.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
A renovação da RUB e da vida
A RUB mudou! Está diferente. Não vou fazer comparações com o que a RUB foi em tempos, porque é simplesmente impossível, está tão diferente. A RUB vai ser sempre este conglomerado de pessoas estranhas que, por força das circunstâncias, estão a viver juntas. Este ano temos muita gente nova, muita gente que como tantos outros estão a aprender a viver desta forma. Mas no fim do dia o espírito de família vai sempre cá estar, pelo menos enquanto existirem pessoas que o façam prevalecer. Entretanto também a vida dá voltas, a minha mais propriamente. Quando menos esperava que a depressão me abandonasse, por tudo o que o Verão me deu, ela abandonou-me. Porque se calhar eu só tinha de abrir melhor os olhos e deixar o vento fluir e a chuva cair. Forçar algo que não foi meant to be, deixou-me exausta. Acho que chegou a hora de investir em algo que já devia ter sido e nunca foi.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
What I need
"Home
We've had enough, we're off now
Your daddy's tried to call on the phone
But he doesn't know"
domingo, 22 de setembro de 2013
Considerar o inevitável
Há um mês atrás não pensava dizer isto. Quando dizia que sentia falta da cidade, tu olhavas-me com desgosto, de quem me ia perder. Agora sinto falta de casa, sinto falta de ti. Das eternas tardes de Verão, quando já me apetece o Outono. De ti, quando já me apetece seguir em frente. Algo estranho me puxa para o chão, me diz que o sensato a fazer era dizer-te o que sinto e o que senti. Nunca estamos bem, não é nada como queremos. Fazes-me aquela falta, aquela terrível falta. Quero casa, de uma forma que pensei não desejar. À medida que a minha pele fica mais clara, a tua presença esvai-se. Com Abel Tesfaye no meu ouvido, e contigo longe de mim, lidar é difícil.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Aos poucos...
Talvez a mudança ainda tenha que esperar. Talvez as viagens fiquem para depois. E provavelmente aprendi da pior forma que voltar às raízes é necessário nesta etapa. Era tempo! De crescer principalmente, e de perceber que ainda não fiz nada. Que vou estar confinada a uma casa sem paredes. Que talvez o amor não queira nada comigo, e tudo não passa de uma desilusão de quem quis ser, mas que não sou. Não é desistir, é cansaço. O esforço não está a compensar. A estúpida ficção assombra-me, cada vez mais. É triste.
domingo, 15 de setembro de 2013
O que tu me fazes
E contigo longe, e com Lisboa a tomar conta de mim, milhares de pensamentos assombram-me a mente. Estou tão bem aqui, mas não sem ti. Já sinto a tremenda falta dos finais de tarde, da praia de manhã depois de uma noite mal dormida, da cerveja gelada nas quentes 3 da manhã, dos Arctic Monkeys a soar a toda a hora. sobretudo sinto falta da tua companhia. De ti, ali. Habituei-me à tua presença, e agora tenho que conviver com a tua ausência, com a distância de quem me fazia acelerar os batimentos. Tudo mudou, Lisboa não me deixa hipótese, há demasiada tentação, demasiadas pessoas, demasiada liberdade. O nosso querido e suave equilíbrio de quem ia conquistar o mundo acabou, assim como o Verão. Demos lugar à temível depressão quando tal pensamento vem ao de cima. Vamos ser felizes outra vez, por favor... sem Lisboa e sem Algarve a separar-nos os sentimentos.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
O todo é sempre pouco
Tudo me faz querer. Tudo me faz sonhar. Tu fazes-me sonhar. Porque nós, incrivelmente e contra todas as expectativas, pertencemos um ao outro. Nós somos o no matter what um do outro. O que nos separa, tanto mais nos une. Aquele momento em que o meu cabelo cai sobre ti, e o resto do mundo é posto em perspectiva. Só te quero perto, ao mesmo tempo que te quero longe. Gosto de ti como a abelha gosta do mel. E ver as folhas a caírem das árvores faz-me desejar que nada tivesse acontecido, que tudo passasse da eterna ilusão. Mas é disso que se trata o eterno caos, a desconstrução de ti, de mim. Ficarmos em frangalhos e decidir que não faz mal, que o mundo é assim. Porque a altura em que te sentires perto da morte, vai ser o momento em que mais anseias pela vida. E porque existe aquela estranha e assustadora boa sensação de gostarmos de quem não gosta de nós, o sofrimento faz-nos querer viver mais. E tudo isto não passasse de uma partida da memória.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
O sem sentido sem sentimento
Às vezes basta mesmo isto: o fim do Verão com a cerveja a chamar por mim, e um bando de amigos estúpidos. Ah sim claro, e os Tame Impala como fundo, cheios do seu psicadelismo material e da sua vibe de cabelos ao vento. É disto que se trata, foi sempre disto que se tratou. Mas logo, tudo fica borrado neste quadro pitoresco. Logo apareces tu com todos os teus ditos e desditos, com toda a tua falsa liberalidade. A tua mente quadrada faz-me repugna, mas talvez seja a sensação de que me trazes bem, que me faz ficar, que me faz quase querer-te! Maldita hora! Eu não sei nada, nem tu!
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O vento da mudança
Sinto os ventos a mudarem de direcção. Os ponteiros do relógio a andarem ao contrário. Será o presságio de grandes mudanças? A mim parece-me que sim. Tudo está a caminhar para onde pertence, para onde "it´s meant to be". Todas as pessoas que se cruzaram comigo durante aos últimos tempos eram necessárias neste processo. Agora compreendo isso. As grandes mudanças começam sempre dentro de nós. E quando nos conseguirmos ver, estando de fora, tudo se torna mais claro. Porque a criação, o desejo de criar algo, seja bonito ou feio, nasce com todos nós. Mas em alguns, como no meu caso, torna-se em algo tão doloroso de carregar que a única opção é andar numa constante demanda por inspiração e criar, simplesmente criar, sem limites nem fronteiras. Mas é triste, realmente, saber que tenho tanto para expressar e não conseguir fazê-lo. Andar sempre numa espiral de redundâncias que em nada ajudam a aliviar a minha bagagem. E depois vem Lisboa, vens tu, viemos nós. O fim da calma que me assombra, o fim do tempo da criação, o início da estúpida superficialidade que me atinge. Vivo tão intensamente que me esqueço de tudo, de tudo o que tenho para deitar cá para fora. Esqueço-me das sensações, só pensando em estar fora de mim, literalmente. Mas é tão bom, a liberdade que me toma como dela, e a eterna vida descomprometida que tu me dás.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Apetece-me Lisboa
Ah e como me apetece... Apetece-me Lisboa e a sua eterna novidades. Todos os cantos e recantos que ainda faltam descobrir. Toda a vibração de uma cidade, que não podia ser nada menos que maravilhosa. É o meu admirável mundo novo. Joel Tudor dizia: "A maioria das pessoas procura pelo paraíso. O meu paraíso é aqui na cidade, por uma simples razão... é tudo feito a um ritmo tão alucinante, que tu simplesmente deixas de existir. Ninguém repara em ti ou sabe sequer existes, é a tua evasão do mundo!". A cidade é isso e muito mais. É mil sítios para ver, é as pessoas e a vida que delas emana, e é as mil e quinhentas opções de lazer que tens, é a cultura. É um sítio que eu nunca tive, e por isso é que a cada ida apaixono-me novamente. O único senão é que começo a sentir que a cidade está a ficar pequena para mim. Mas depois disto talvez escolha voar mais longe, quem sabe?
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Há vida nocturna aqui
Há vida nocturna aqui. De vez em quando lá se descortinam umas almas da noite. Elas existem! Agarradas aos vícios. Cada um com o seu. O meu é a felicidade e, vá, os cigarros. Deambulamos pouco, pelo pouco terreno que havia a percorrer. Depois cheirei a bolo. Foi um renascimento. Uma volta à realidade, que há uns dias temia ter perdido. As noites de Verão, não aquelas que todos associam. São as MINHAS noites de Verão. Só minhas. Porque, afinal de contas, eu não sou a multidão, e a multidão não é eu. Sou a apreciadora de coisas pequenas, pequeninas mesmo, algo que a sociedade, embutida no seu ego, parece ter esquecido. Tenho em mim todas as paixões do mundo, e pensando bem, também os sonhos. A sonhadora de sonhos impossíveis, assim sou eu.
E continuarei no mesmo, até que a mente e a alma se me acabem.
E continuarei no mesmo, até que a mente e a alma se me acabem.
domingo, 11 de agosto de 2013
The end
Caiu-me o estômago, a minha reacção natural foi evitar. Mas lá fui eu, e correu tal e qual quanto eu previ, numa neutralidade extrema. Foi tudo muito soft, para o bem e para o mal. Rapidamente a minha cabeça me enviou para o meu retiro imaginário, e rapidamente me tornei num corpo sem alma. A minha alma estava muito longe dali, algures numa ilha suponho. Outros pensamentos logo me inundaram a alma, de que me sentia forte, de que afinal não era assim tão mau. A minha mente é que teimava em fazê-los parecer como o fim do mundo. Encerrar, foi o que foi, o encerramento de algo que outrora foi.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Chanel
Fantástica campanha da Chanel. Umas pernas vividas. Olho para os meus joelhos e revejo-me nesta imagem.
A demanda
A constante dicotomia do ser, o certo e o errado. A
constante demanda, até à exaustão, de algo superior, da tal pura e bonita
supremacia da criação, que só os errantes encontram, que só poucos viram. Tem
sido um Verão com raízes pouco profundas, com noites melhores que dias, com o
psicadelismo lentamente a inundar-me a existência. A demanda continua, a eterna
procura. A inspiração de um dia menos bom, de um momento em que a alma se
superioriza e o resto é deixado no chão. De repente, cresceram-me asas, mas eu
não sabia como usá-las. Achei que agora que tinha adquirido tal suplemento, de
nada me serviria se não as usasse, se não tirasse os pés do chão e tentasse. E
tentei. E consegui. E lá fui eu. Imagens do mar, de peixes e alucinações,
fizeram-me crer que se me deixasse cair o mar ia apoiar-me nos seus braços. Lá
estava eu na onda, a ser lentamente arrastada para uma terra que não era minha.
Tudo isto culminou num quadro do qual não me sabia capaz, mas fui e de repente
a nossa irrelevante existência pareceu-me do país poderoso que havia. Tinha tocado
na alma, na matéria dos sonhos. Depois de ter voado nos céus, soube bem estar
de volta a terra firme.
domingo, 4 de agosto de 2013
As electrónicas a entrarem no mundo de Devendra. Só para nos levarem numa trip espacial, daquelas que nos dão vontade de tirar os pés do chão. Uma música solidária com os corações partidos, mas muito mais com os corações apaixonados pelo psicadelismo. Para ouvir com o botão do repeat ligado. A partir dos 3:10 a assemelhar-se a uns Tame Impala europeus e experimentalistas. Uma verdadeira pérola.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Identidade
Chegamos a uma fase das nossas vidas em que somos o que de mais indefinido existe. Não sabemos o que somos e muito menos sabemos para onde vamos. Tanto estamos bem como não estamos. Sentimo-nos mal por não partirmos, por não sermos corajosos e abraçarmos a vida. Torna-se difícil tudo o que está a acontecer à nossa volta, torna-se difícil encontrar um rumo. E quando vemos que toda a gente à nossa volta não está mais perdida, o desgosto toma conta de ti, por seres a última restante. E depois percebes que chegou a hora de crescer. Mas como é que nós sabemos que chegou a altura? Será agora? Que é altura de deixar as t-shirts com logos de música para trás. Talvez seja altura também de deixar para trás os sonhos de sempre, e arranjar algo mais realista. Resignar-me ao que todos querem que seja, deixar-me levar pelo que sempre lutei, pela pressão da sociedade. E quanto mais vejo os dias passarem por mim, mais sinto que nada fiz com a minha vida. Que tudo não passou de uma ilusão, de uma grande ilusão. Que afinal de contas, durante todo este caminho, eu é que estive errada. Eu é que fui a sonhadora sem fundamento, a criança.
Estou num momento tão sombrio da minha existência. E o ciclo está prestes a recomeçar e a não me deixar sair. Tal e qual Hemingway.
Estou num momento tão sombrio da minha existência. E o ciclo está prestes a recomeçar e a não me deixar sair. Tal e qual Hemingway.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Absolutamente fascinada!!!
Esta foto foi tirada no Bairro Alto, fiquei imediatamente apaixonada. Ah como eu sinto falta de Lisboa.
domingo, 28 de julho de 2013
A tentar dizer coisas que não consigo
O post que se segue era de uma inevitabilidade tremenda, devido a todo o amor que nutro por cada uma das pessoas que me marcou, de uma ou de outra forma, durante os últimos meses. Todos mereciam que uma certa homenagem, mesmo que desconhecida aos olhos da maioria, fosse prestada, portanto aqui vai...
A todas as pessoas que amei e que continuarei a amar, porque o amor é a única coisa que podes pôr no mundo e esperar que seja retribuído. Vou começar pelo óbvio. A fabulosa e sempre extraordinária Residência Universitária de Benfica, o sítio onde podes ser tu. Onde tens a tua família alternativa, onde o espaço é construído pelas partes, onde tudo acontece, onde tudo é mais completa e o que completa a minha experiência universitária. Durante os últimos meses tudo aconteceu, fomos tão felizes que as palavras para o descrever se tornam absurdas. É um local de partilha e sobretudo de aprendizagem. A amizade sobrepõe-se a todas as adversidades, e é nas aterradoras diferenças que encontramos o equilíbrio. Tornamo-nos pessoas melhores com a convivência. À Cátia por ter tido paciência para aturar os "putos", e por se ter revelado uma óptima surpresa enquanto pessoa. À Andreia por ter aquela personalidade que faz todos sorrirem, que faz tudo e não se arrepende de nada, aos momentos passados com ela, a invejável capacidade que tem de facilitar o que parece um bicho de sete cabeças. À Filipa por trazer as fabulosas queijadas da Graciosa, e por ser a pessoa equilibrada que é, sempre disponível. À Magda por ser a mãe daquela gente toda, e por nos fazer pôr tudo o que consideramos importante em perspectiva, porque afinal de contas os nossos problemas são tão pequeninos. À Lisandra por ser a extraordinária pessoa que é, a amiga que foi, a minha companheira de eventos e de refeições, ensinaste-me tanto que levaria semanas a pôr tudo em papel, a alegria da casa. À Vera pela fabulosa festa romana e pela companhia no quarto. À Cândida, à minha Cândida, por todo o companheirismo, todos os conselhos, por seres uma das melhores amigas que já tive e por seres das melhores e mais fortes pessoas que já tive oportunidade de conhecer, por tudo. À Nádia por estar sempre disponível a ouvir os meus queixumes e a uma boa conversa de cusquice, por ser uma óptima conselheira no momento de ir às compras e de sair com um rapaz. À Alina pela simpatia e óptima capacidade artística. Ao João pela sua estranheza natural que o torna tão especial e único, pela simpatia, pelo jeito que tem para o desenho que me faz sempre sorrir. Ao Nuno pela amizade, pelas conversas profundos, pelos conselhos e principalmente pela ajuda no guarda-roupa e livros fantásticos. Ao Sérgio pelos seus gostos característicos que nos fazem relembrar todos os dias o que significa ser português de gema, pela amizade e sempre prontidão. Ao Gonçalo pela grande generosidade e amizade, pelo fondue durante as noites de fim-de-semana. Ao Joaquim pela amizade e sempre bons boa disposição. Ao James, que apesar de ausente, a sua presença era notada. Ao Lucas pela enorme amizade, companheirismo, ajuda nas questões académicas, noitadas, por todas as pessoas que o acompanhava que também fizeram parte da minha caminhada (Camille, Thabata, Nayara, Fabiana, Marcos, Paulo), essencialmente por tudo, vou sentir tanto a tua falta, eras a alma da festa. Ao Isaías pela sua estranheza natural mas uma boa personalidade, que faz dele uma boa pessoa e bom amigo. Ao André pela maluquice, pelas conversas totós, pelas noitadas, por todas as brincadeiras que me irritavam profundamente. Ao Hélder pela enorme amizade, pelas brincadeiras, pela tua fantástica personalidade, pela tua presença solarenga quando o meu dia estava assim para o cinzento. Ao Telmo por se ter revelado o maior maluco deste tempo, o melhor companheiro de festa e um amigo fabulosa, pela nossa relação amorosa... de irmão e irmã. A todos vocês um MUITO obrigado.
Também na faculdade houve pessoas que me marcaram e me ajudaram a sobreviver naquela que não era suposto ser a minha casa académica. À Patricia pela grande amizade, prontidão, ajuda, companheirismo, por tudo. À Margarida pela sua personalidade generosa e amorosa, por ser um docinho quando estávamos tão amargos, pela paciência. À Catarina que me compreendia sempre, pelos livros e ensinamentos, pelas tardes de churrascada, a minha companheira de festa no ISCSP. À Márcia pelo amor, pelos jantares extraordinárias e por me fazer ver que ainda há esperança depois da tempestade. Ao Ruben por toda a ajuda e amizade, pelo empenho. Ao Rui e ao Luis pela disponibilidade e palavras quando estas precisam de ser ditas.
Aos amigos de sempre. À Joana pela amizade, pelos risos descontrolados, pelas conversas e confissões, por tudo e mais alguma coisa. À Mónica pela personalidade cativante e pela ajuda na clandestinidade, por abrires sempre o champanhe e por seres das pessoas mais calmas que conheço. À Denise pelo mau feitio e ao mesmo tempo pelos conselhos estupidificados que me fazem sempre rir a bandeiras despregadas, a ti e a todos os teus amores e aventuras amorosas, ao teu roncar anormal. Ao Fábio por me fazer sempre rir e ser um bem sucedido apesar das probabilidades, o meu primo emprestado. À Laura pelo equilíbrio, por ser sempre verdadeira, por querer sempre proteger-me. À Daniela por ser uma maluca de uma amiga de sempre e para sempre. À Carolina por ser a pessoa que é, sem máscaras e sempre com a palavra na ponta da língua. À Nani pela enorme amizade, por ser super amorosa e física (às vezes precisamos disso), pelas experiências partilhadas.
A vida é construída com base nas experiências que temos, nas pessoas que conhecemos. Tenho um bocadinho de cada um em mim, e amor para todos. Para quem se vai embora só posso esperar que os nossos caminhos se voltem a cruzar, se o destino assim o desejar. Para os que ficam um até já, para alguns um até amanhã. A vida fica melhor com vocês nela.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
A vida é fácil
A vida é fácil. É fácil quando tens o sol a banhar-te a pele
e os teus cabelos dourados. Quando a água do mar suavemente lava todos os teus
sentimentos. Quando os corpos de Verão dizem olá. Quando tens as tuas
maravilhosas amigas do “no matter what” contigo. Quando amas e o sol brilha
sobre ti. Quando tens óptimas surpresas veranis e quando o branco começa a contrastar
contigo mesma. Ah e quando vem aquele primeiro gole de cerveja, como o escritor
diria. Quando te tornas uma pessoa de detalhes e pormenores. É hora de olhar à
volta e ver que a vida é bem porreira, e pôr as coisas em perspectiva e ver que
sou amada, que sempre o fui aliás, porque nada mudou verdadeiramente. Nós
voltamos sempre um para o outro, tu és o meu porto seguro, és tu que vejo
quando o sol brilha. E sim nós somos superstars, nos nossos talentos
estrábicos. Nos nossos livros de vida encontramos o mote para continuar a nossa
própria vida, como Thoreau dizia “Porém, se eles [humanos] sentissem a
influência da Primavera das Primaveras a despertá-los, iriam ascender a uma
vida superior e mais etérea por necessidade.”. E é isto. Às vezes é preciso
muito pouco para conseguirmos ser felizes como só se sonha um dia ser.
domingo, 30 de junho de 2013
O fim de um ciclo, com antecipações do que vem a seguir
Quando aquele que te acelera os batimentos, estiver longe, faz um favor a ti própria e relembra todos aqueles momentos que passaram, todas aquelas conversas absurdas e todo o amor que partilharam. Já referi aqui o quão especial é a RUB para mim, mais que a minha casa sazonal, é um lugar de redescobrimento, de amizade e camaradagem. As partes fazem o todo, como alguém diria. Mas agora que a altura das despedidas chegou, que a vida continua, que esta fase acabou para muitos, consideremos que cada pessoa nos marca de uma forma diferente, que todos os dias aprendemos algo novo. Não me posso também esquecer das pessoas que me fazem sorrir de manhã em dias de ir à faculdade. No meio de tanto amor e proximidade, os sentimentos tornam-se facilmente confundíveis, e a verdade é que estes últimos dez meses são um grande nevoeiro na minha cabeça. E depois nós olhamo-nos e beijamo-nos sem nos tocar, consecutivamente. É uma pena o Verão matar tudo o que pode ser o brilho do futuro.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Do amor
A folha está em branco, não consigo passar para palavras esta fase abalada por que passo, por que nos fizeste passar. Como é que tu te deixaste ir abaixo de uma forma como estas? Era necessário? Deixaste que o passado nos assombrasse outra vez, que aquelas parvoíces de adolescência nos dessem a volta outra vez. Não valia a pena, isto não vale a pena quando a alma não é pequena. Nós estávamos aqui para ti, sempre estivemos. Sem a distância a separar-nos parece ainda mais difícil. Agora a apreensão instalou-se, a preocupação até. Talvez fosse altura de tentarmos outra vez, de darmos uma oportunidade à vida, de sermos nós próprios. Os meus olhos ardem, enquanto o teu coração salta uma batida, enquanto te escapas a viver a vida que te estava planeada. Os filmes malucos foram substituídos pela terrível realidade. Não sei se as minhas palavras valem a pena ou são em vão, tudo me parece numa intensa nebulosidade. Fizeste-me pôr em causa tudo o que conquistei, tudo o que deixei para trás. Mas isto eu não vou deixar para trás, porque é de amor que se trata. Vamos viver e ser felizes no nosso "deixa andar", outra vez.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Substância do amor
E ali onde o azul do céu conhece o azul do oceano, fui feliz mais uma vez. Porque não interessa para onde vá, a minha casa vai ser sempre onde o azul está. Vai ser sempre onde cheira a protector solar e brisa marítima. Vai ser sempre onde se vendem as pulseiras, onde se bebe o refresco, onde sorrimos sem razão. É onde o céu brilha mais, onde o sol queima. Mas quando volto, já nada é mesma coisa, todos mudaram, eu mudei. Continua o encanto, mas quem eu amo há muito que não está. Eu vejo tudo com olhos de quem tem tudo a perder, como se fosse a última vez que via aquele mar. E tu olhas-me com olhos sinceros, de quem não me quer perder, mas sabe que não o pode evitar. Eu volto, eu volto sempre, tu não me perdes. Só podes perder a pessoa que fui, só podes perder o amor que assombra a minha vista por outrem, só podes perder as recordações. Mas aquelas que já fizemos, já ninguém nos pode tirar. Verões e verões de recordações, de amor incondicional. O que se passa em Lisboa e o que se passa no Algarve quando estou fora pouco interessa, quando chega o Verão e nos amamos, como ninguém consegue amar. Não vamos ainda acabar com isto, quando isto é a substância do amor.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Fomos loucos outra vez
Fomos loucos outra vez. Uma última vez. Ouvimos música sem parar, dançamos até que os pés nos doessem, festejamos como se fossem as nossas últimas noites no planeta. E por uma vez na vida fomos nós no mais puro que há da palavra. Passamos a seres nocturnos, a falar sobre coisas do coração, da alma, a pensarmos na estrada da vida. Uma das melhores fases da minha vida, estamos tão felizes. Somos tão amigos. Pensar que o Verão se mete pelo meio, deixa-me com vontade de parar tempo. Uma coisa me consola, o que foi criado não morre, o que soltei dentro de mim vai ficar comigo. E eu não vou a lado nenhum, pelo menos num futuro próximo, e vocês também não, porque onde quer que vá, vão comigo. Nós vamos ser loucos outra vez, quando estivermos mais morenos, quando a nossa vida estiver dois meses mais próxima do fim, quando o tempo voltar a girar. Ah e a música, a música a bater-nos e nós com os nossos espasmos corporais a acompanhá-la, numa tentativa falhada de fazer valer a nossa felicidade. Porque chegamos a um ponto em que nenhum sorriso é mais capaz de revelar o que sentimos por dentro, é a euforia com o entusiasmo, é a felicidade misturada com café e noites vividas, bem vividas. E depois vens tu assombrar-me a mente, com toda a tua amargura por não me quereres da mesma forma que te quero, por achares que se calhar não vale mesmo a pena. E venho eu dizendo a mesma coisa, e apesar de nos apaixonarmos todos os dias um pelo outro, nenhum dá o braço a torcer. Mas essa é a minha loucura, das minhas maiores loucuras, amar-te e tu não me amares. Lá fui eu ser louca outra vez. Mas sinto-me forte, desejar que não tivéssemos ido juntos fez-me a bravura. Ah vamos ser loucos outra vez!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Uma coisa inacabada
A vida é muito disto. Amigos, festa, desilusões, nostalgia, mais festa. Hoje fui remexer num assunto do passado, não devia tê-lo feito, mas fui e tirei as minhas provas. Não correu bem, está encerrado. Para ser franca, para mim podíamos continuar no jogo do gato e do rato para sempre, ia sempre haver o clique que nos ligava sempre que ele vinha ao meu pé com as suas frases feitas. E eu derretia-me com aquele jeito de rebelde, sempre de cigarro na mão. Eu sei porque não resultou, porque ele sabe que eu sou uma pessoa para manter, e nem eu nem ele estamos dispostos a fazer esse esforço, porque ao fim ao cabo o relâmpago da situação é que nos ia juntar e não o contrário. Valeu a pena ver se valia a pena.
E depois temos a nostalgia dos terríveis dias de chuva que me fez subitamente deprimir ao ir buscar as minhas blusas de lã. Lá estavam vocês todos outra vez a olharem, a julgarem. Lá estavam todas as desilusões, todos os romances, todos os erros.
Mas cheguei a casa e cá estavam eles a abrirem os braços, a quem não tinha tido um bom dia, com a música do costume. Com a festa do costume, com o amor do costume, a serem quem são, a darem o amor que têm para dar. E lá fomos nós para a sala de estudo, que se torna sempre que necessário na sala de convívio, desta vez não foi excepção e desabafei contigo e com um cigarro à volta de um copo de iogurte. Ah quando isto acabar, como vou ter saudades. Mas nada acaba realmente, tudo se renova, o fim é sempre um início.
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