quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
Trabalho
Tenho uma vontade enorme de voltar a casa. Andar desorientada com o meu caderninho a desenhar, a pintar, a escrever. Ler até as leituras se me acabarem. E reflectir sobre tantas outras coisas que me ocupam a mente. Por enquanto ainda tenho que mergulhar a minha cabeça um monte de coisas que não me interessam minimamente. Depois disto, vou cometer uma loucura. Ah sim, claro que vai ser contigo que vou fazê-lo. No nosso fabuloso Algarve. Até lá, resta-me a chuva que cai copiosamente em Lisboa e as folhas de estudo que inunda o disco do meu computador, onde deviam estar era memórias. Não estou a produzir memórias porque estou enfiada no meu quarto a estudar. Sexta já vai ser melhor.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Porque não faz mal
Ontem fiz tudo. É depois de dias daqueles que eu penso que já vivi, que afinal sempre fiz alguma coisa com a minha vida.
A Catarina voltou, aquela pessoa completamente especial que conhece toda a gente, que faz tudo por toda a gente. Ela vem para nos relembrar que estamos a viver mal, que não é assim. Que tudo o que valorizamos e pelo qual choramos, não faz absolutamente sentido algum. Que não faz mal darmos todos os nossos desenhos, todas as nossas roupas, todos os nossos pertences e partir. Como ela dizia era a feira da ladra em que não era preciso pagar. Ela vem para nos dizer para escrever cartas para o mundo, cartas para um estranho para lhes relembrar que o mundo não é tão mau assim. Ela faz de carteira, entrega as cartas a quem lhe aparece à frente e pede que escrevam uma de volta para o mundo, com muito amor. E lá tive direito à minha carta do mundo, com uma história alucinante e mágica lá dentro, de pessoas que escreveram para alguém, nunca sonhando que iria parar às minhas mãos. Ela veio para nos relembrar que não faz mal partir. E ela vai. Dia 31 vai embora uma das pessoas mais extraordinárias que alguma vez tive a oportunidade de conhecer. Ela vai com todos nós com ela. Com ela, também vai um pedacinho meu. Ela veio para nos lembrar que é a pintar que somos felizes, que todos somos artistas. E, como de todas as vezes, pintámos. E como de todas as vezes, ela vinha com mil projectos em mão que não lembram a ninguém, e no entanto parecem fazer tanto sentido. O mais importante desta derradeira altura era a edição do livro, o qual um bocadinho fui eu que fiz. As Indefinições são da minha autoria para o mundo (afinal sempre tenho uma pontinha de artista em mim). Foi o meu pequeno contributo para um sonho de alguém. Isso faz-me pensar que já concretizei parte do meu sonho: ajudar os outros com os seus sonhos.
Ela vai partir, no final da próxima semana, mas onde ela passa deixa um rasto de luz, que mais ninguém consegue, e sem dúvida, que torna qualquer de nós mais feliz. Se não te tivesse conhecido não seria capaz de ver as coisas de uma perspectiva que partilhaste connosco todos os dias. Todos os dias em que vivi contigo e todos os dias em que não viveste, e todos os dias em que não vais viver. Tu és uma luz que mais ninguém consegue ser. Se o mundo tivesse pessoas tão especiais quanto ela seria um sítio, seguramente, melhor.
Ela vai partir, no final da próxima semana, mas onde ela passa deixa um rasto de luz, que mais ninguém consegue, e sem dúvida, que torna qualquer de nós mais feliz. Se não te tivesse conhecido não seria capaz de ver as coisas de uma perspectiva que partilhaste connosco todos os dias. Todos os dias em que vivi contigo e todos os dias em que não viveste, e todos os dias em que não vais viver. Tu és uma luz que mais ninguém consegue ser. Se o mundo tivesse pessoas tão especiais quanto ela seria um sítio, seguramente, melhor.
E quem não conheceu a Catarina nunca vai saber o que é a pureza de um ser.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Boémia
Ontem foi uma noite fantástica, daquelas que já não tinha há algum tempo. Apesar do tempo, têm sido dias malucos, cheios de coisas boas. Depois dos exames já merecia. Entretanto descobrimos um sítio fantástico aqui em Benfica, onde passar as nossas noites. Até conhecemos o patrão e tudo, foi fantástico. Afinal existem jovens em Benfica, eles estão todos lá. Uma banda ao vivo, cerveja e a melhor companhia que podia ter. Têm sido noites boas. Agora é altura de voltar ao estudo, em Fevereiro estarei de volta a esta vida boémia.
sábado, 12 de janeiro de 2013
A saudade do que passou
Assombra-me com uma tristeza enorme olhar para trás e ver que nada correu bem. Que nos amamos e que tudo acabou. Que a esperança para mim acabou. Que tu seguiste em frente primeiro e eu continuo presa às borboletas no estômago. Que tu me tocaste como ninguém conseguiu. E por ter passado quase um ano e eu continuar presa a pensamentos que não quero ter, por achar que éramos perfeitos um para o outro e tu te foste embora sem razão. E eu continuo naquela previsível estupidez, de esperar que, de algum modo sobrenatural, tudo mude e tu voltes, me entres pela porta inexplicavelmente e me digas tudo o que quero ouvir, outra vez.
Nada disto faz sentido, o universo não quer, tu não queres, eu não quero. O que eu quero é esquecer, mas o problema tende a ser, unicamente, esse. Olho para mim e para ti. Nós mudámos. Acabou.
Nada disto faz sentido, o universo não quer, tu não queres, eu não quero. O que eu quero é esquecer, mas o problema tende a ser, unicamente, esse. Olho para mim e para ti. Nós mudámos. Acabou.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Futuro
É difícil. Ninguém o nega. Mas é bater punho, bater punho e acreditar que algum dia as coisas vão melhorar, que algum dia vai haver esperança e futuro para nós. Seja a viajar, a trabalhar aqui ou na China, um dia estes momentos vão valer ouro e quem é insistente e desconcertado sempre encontra o seu caminho. Quem não se contenta vai sempre arranjar uma forma. Vai doer, vai doer tanto, vamos magoar-nos uns aos outros com as nossas decisões, vamos condicionar oportunidades, vamos abdicar de coisas importantes, mas chama-se vida. É necessário. Um dia... um dia eu sei que te vou encontrar e que vai haver esperança, que vamos estar a dar alguma coisa melhor a este mundo, porque no fim de contas se pensares bem, foi para isso que viemos. E como só vivemos uma vez, mais vale vivê-la bem e como deve de ser. Chorar menos e rir mais. Preocupar menos e esperar mais. Tudo se vai resolver. No fim tudo vai fazer sentido. No fim vamo-nos aperceber que é apenas o início, o início de alguma coisa tão bonita que os nossos corações vão ter de se expandir para a absorver. Tu vais com certeza estar a produzir, tu nasceste para viver não para estar atrás de uma secretária. Tu és como eu, somos a mesma em duas pessoas diferentes. Anseias por tudo e por nada, ao mesmo tempo. És um constante remoinho de sentimentos e sensações. Aspiras à mudança, porém esta assusta-te. E cá estamos nós, outra vez, no ponto fulcral: a coragem. Se nós tivéssemos coragem, o mundo estava aos nossos pés, seríamos rainhas de reino algum, seríamos sereias de praias de areia branca e chegaríamos àquele sítio onde pouca gente chega, que só os pródigos conseguem atingir. Mas deixemo-nos de "ses", a vida é agora, não ficamos mais novos, o tempo é uma constante em movimento, a hora é agora. Depois de tentar, partir a solução. Partir sem destino, sem dinheiro mas com amor para dar e vender. Porque se há alguma coisa de relevante que possas pôr neste mundo, e ansiar para que ele te dê em troca, é o amor.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2012..3
2012, o que dizer sobre este ano? Comecei o ano da melhor forma, com uma pessoa muito especial para mim. Passado cerca de 4 meses porém, essa pessoa tinha saído da minha vida. Foi o início de um novo ciclo, de um melhor ciclo arrisco-me a dizer. Fiz tudo. Fui modelo por um mês (tecnicamente ainda sou, mas pouco importa agora), algo que me deu uma confiança de que eu realmente precisava depois da break up. Em 2012 fiz o meu primeiro trabalho a sério. O primeiro ano da faculdade foi melhor do que esperava, fiz todas as disciplinas. Tive uma experiência de quase morte, e tive de lidar com as terríveis despedidas. O Verão foi bom, como todos os outros, percebi que há amigos que são para a vida e outros que nem por isso. Foi um ano cheio de paixões para ser. Em Setembro, de regresso a Lisboa, vivi uma vida boémia: manifestações, cafés ao final da tarde, concertos, festas, fiz tudo e mais alguma coisa. Deparei-me pela primeira vez que a Humanidade é naturalmente selvagem e má. Entrei numa odisseia de relacionamentos, saí magoada. Perdi uma grande amiga (mais uma vez vi que se não formos nós, ninguém é por nós), mas ganhei tantos outros. Vivi problemas verdadeiros, daqueles que nos protegem quando somos mais novos. Apaixonei-me pela moda, por Lisboa, pela música, pela cultura. Encontrei-me comigo novamente, depois da minha "odisseia". Defini prioridades e acima de tudo aprendi a respeitar-me como nunca tinha acontecido. Fiz 19 anos e senti que ainda não tinha vivido, continuo a senti-lo.
2012 foi um ano de reencontro pessoal, de aprendizagem e de muito divertimento. Houve mais prazer que trabalho em 2012. E, para mim, todos os anos são sempre melhores que os anteriores. Vamos ver o que 2013 me reserva.
2012 foi um ano de reencontro pessoal, de aprendizagem e de muito divertimento. Houve mais prazer que trabalho em 2012. E, para mim, todos os anos são sempre melhores que os anteriores. Vamos ver o que 2013 me reserva.
sábado, 29 de dezembro de 2012
New Year's Eve
Todos estes sentimentos voltaram. Talvez seja por me sentir de alguma forma mais perto da pessoas, talvez seja por ter tudo e sentir que não tenho nada, ou talvez seja por me terem deixado aqui sozinha, e subitamente ajo como uma criança carente. Perco-me nestes pensamentos que não quero, de modo algum, ter. Passada a azáfama de Lisboa, sinto-me terrivelmente próxima de quem não quero estar, sinto-te outra vez como casa. Tu não és casa. Tu és tudo menos casa.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Uma questão de coragem
Hoje não é um dia particularmente feliz. Depois de ter ido ao aeroporto abateu-se sobre mim uma necessidade enorme de partir, e ao mesmo tempo, de ficar. Preciso de sair daqui, é uma necessidade. Preciso de fazer algo novo, preciso de viver. Lisboa vai sempre fascinar-me, mas a minha alma inquieta não me deixa estar no mesmo sítio durante muito tempo, com as mesmas pessoas. Estou farta da rotina e das linhas rectas. Chegou a hora de mudar, chegou a hora de tomar coragem e partir sem destino. O que preciso, o que preciso realmente, é daqueles 20 segundos de coragem, fazer e não olhar mais para trás. Confiar na decisão, mudar se não estás bem. Chegou a maldita hora. Eu vou fazê-lo. Só preciso da maldita coragem. Porque partir é uma questão de coragem. Mas o que dói mais, o que dói realmente é ver os amigos a partirem, uns atrás dos outros. O que dói é passar o Natal sem os irmãos. A quantidade de pessoas que vou perder para o mundo, até Junho, é maior do que a minha mão consegue contar. É cruel vê.las partir, é cruel ter de deixar a vida para trás. É cruel eu não partir.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Festa de Natal
E pronto assim foi a festa de Natal da residência :). Foi divertida, não durou a noite toda mas deu para conviver e estar com os amigos. Já disse aqui, várias vezes, o quanto a RUB significa para mim, este foi mais um dos momentos porque me sinto extremamente feliz por fazer parte desta família. Os amigos que aqui se fazem são realmente especiais, e se queres conhecer bem uma pessoa tens de viver com ela. Não são os amigos que conheces na faculdade que ficam para a vida, são aqueles que fazes na RUB. Já estou a intrigar a minha cabeça com a saída deste sítio maravilhoso, mas acredito que ainda melhores tempos virão. O que me custa realmente é a saída das pessoas cá de casa, isso sim me custa. O que nos vai restar são estas memórias: as festas, os jantares, o simples convívio na hora de fazer o jantar, a hora do chá, a especificidade de cada um e as diferenças a ajustarem-se perfeitamente. Essa é a beleza da amizade.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Nobody
Um dia.. um dia vou viajar, conhecer sítios, libertar-me. Não vou mais estar confinada às paredes do meu quarto e aos livros sobre viagens. Vou lá ver por mim mesma. Vou ver pessoas, locais e apaixonar-me. Apaixonar-me pelo mundo. Até lá, sonho com o momento em que vou ser corajosa o suficiente para o fazer. O primeiro passo já o fiz, deixar de pensá-lo como um sonho e passar a pensá-lo como algo que vai efectivamente acontecer. Num mundo em que não nos são dadas muitas oportunidades, mais vale fazermos nós próprios por sermos felizes. Estar à espera do sistema para que ele te arranje uma vida, não resulta nos dias que correm. Chamem-me alucinada, é o que sou. Alguém dizia que o sonho comanda a vida, pois o meu não é mais um sonho. Chame-mo-lo um esboço, ainda no seu estado mais primário é certo, mas caminho para que o desenho fique terminado. Não me interessa quando é que esse desenho vai ficar acabado, pode ser amanha ou daqui a 30 anos, o que eu sei é que inevitavelmente e porque é a única verdadeira e real coisa que eu quero, ele vai acontecer. Vai ser um desenho todo pipi e eu vou desertar, vou encontrar-me por esse mundo fora, vou escrever livros, vou ser feliz, não, vou ser ainda mais feliz do que sou agora. E depois alguém me vai escrever uma canção e dizer em vez de matilda, Susana. Vai tudo correr bem, fora dos planos vai tudo correr lindamente.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Chorei... mas depois pensei fuck it ninguém vai chorar por mim. As pessoas revelam-se enormes desilusões, não há ninguém que fique. A minha complexidade afasta todas a gente, é por isso que eu prefiro estar sozinha. Porque maior solidão não é esta sozinha mas sim estar com as pessoas erradas. Tento viver superficialmente para não entrar naquele sítio escuro onde não quero ir, mas às vezes é mais forte e não há como controlar. Pensar estraga tudo, estraga sempre a nossa ilusão de felicidade. A verdade é que consegui afastar todas as pessoas de quem gostava, a verdade é que não quero mais continuar aqui, a verdade é que não faz mais sentido , nunca fez mas eu insisti. Não resultou, está na hora das terríveis mudanças. Continuarei aqui? Ainda não sei.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
As Memórias
Vou sempre recordar aqueles Verões malucos em que fazíamos tudo sem pensar em nada. Vou sempre recordar as cantorias no carro e o escaldão nas costas. Vou sempre recordar as tardes na piscina, os passeios de bicicleta e os finais de tarde abrasadores. As nossas listas infinitas de sonhos e a nossa iniciação na escalada. O nosso acampamento e Olhão. As saídas à noite. Os bailaricos. Os nossos beijinhos depois da saudade. Vou sempre recordar-te. As tardes de ratinhos de biblioteca e as nossas conversas intermináveis. Tudo o que fazíamos às escondida. As passagens de ano e todas as bebidas que bebemos. Todas as pessoas novas que conhecemos. Os dias de greve, as torradas e o sumo de laranja. Fomos ladrões de romãs. A bóia e as parvoíces de uma tarde de praia. A praia no Inverno. O sossego da noite quente. O Halloween. A Holanda. Fomos exploradores da vida, dos livros, do conhecimento. Armação de Pêra às 7 da manhã. O nosso amor de inocência. As pousadas da juventude e as fotografias sem sentido. O Mitto's e o Tropic. Fomos modelos de passerelle, artistas de circo, actores de teatro. Fomos isso e tanto mais... Fomos felizes sem saber que o éramos. A vida começou muito antes de Lisboa, antes éramos nós, na mais verdadeira acepção da palavra. Nós puros, cheios de juventude e amor. Fomos nós até à pouco tempo. Depois descobrimos que o mundo está podre, que não há lugar para os sonhadores. Fomos atirados para a vida e não nos disseram o quão difícil era. Agora não nos vemos, não nos falamos, não nos tocamos. Tudo passou. Estamos felizes?
terça-feira, 27 de novembro de 2012
A devanear pelo novo álbum de B Fachada e pela minha apresentação de amanha sobre o Gandhi, disperso-me em pensamentos sobre os meu novo piercing e os sapatos que tenho que mandar vir já, se ainda os quero usar no dia dos meus anos. Passa-me pela cabeça suaves nuances de memórias do Algarve e outras tantas daqui. Assombra-me a memória e a saudade, não fosse eu portuguesa. Reparo que a minha room mate tem um calendário todo pipi em cima da escrivaninha, reparo também que chegou a altura de me preparar para o adeus. O terrível adeus de quem abandona a vida universitária, de amigos que nada mais fazem em Lisboa. Cá vamos nós outra vez para as despedidas. Não quero pensar nisso, ainda. Tenho que me apressar, o tempo escasseia para a preparação da apresentação.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Will Branden
E aqui deixo mais um fotógrafo excelente que é muito do meu agrado. As fotografias captam toda a essência e a serenidade que merecem. Captadas nos mais variados ambientes, é possível percepcionar todo o envolvente, tendo simplesmente uma foto. Se Ryan McGinley deixa antever toda a vivência juvenil, Will Branden aposta no conceito de viagens e ambientes envolventes. Ambos muito bons.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
para as pessoas
As pessoas não são a melhor coisa do mundo. Somos maus, egoístas, destruímos o nosso próprio planeta e temos uma facilidade enorme para nos odiarmos mutuamente. Vivemos num mundo onde é mais fácil odiar do que amar. Agora digam-me, não estamos nós todos errados? A verdade é que não somos, de todo, donos da verdade. Estamos tão errados na forma como vivemos, é por isso que nunca vamos ser felizes.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Hoje vou falar dos outros, do que eu descobri das pessoas ultimamente. As pessoas são fechadas, adversas à mudança e ao que é diferente. Então hoje com isto tudo da manifestação se viu bem. Vivemos num país de verdadeiros e profundos atrasados mentais. Não concordei com a greve, acho até que numa tão profunda crise esse direito devia ser suspenso tendo em conta os milhões que se perdem, e ainda digo mais as pessoas deviam era estar agradecidas de terem um trabalho e não ocupadas a arranjarem formas de escapar ao mesmo. Quanto às manifestações apoio totalmente, um povo calado quando tudo está mal é meio caminho andado para o autoritarismo, que repugno. No entanto, a violência não é o caminho, persistência é o que nos falta, não pôr a arder coisas. Eu compreendo que Portugal seja, neste momento, um país super amargurado pela crise, mas o que me preocupa é que quem vai às manifestações armar confusão não são as pessoas que passam reais dificuldades, o que eu vejo são jovens que vivem desafogados economicamente com a mania que são revolucionários. Este país é uma autêntica vergonha e as pessoas ainda o são mais. O que eu vejo à minha volta são pessoas sem objectivos, habituadas a um estilo de vida burguês e que não se interessam por absolutamente nada. Criticam tudo o que não percebem, como vejo no facebook pessoas ignorantes a criticarem a manifestação. Opiniões são opiniões, mas assim se vê o tipo de pessoas que existem. Sem pretensões e sem sonhos. E depois vem a maldita ditadura dos partidos, "ah eu não critico nada disto porque é o meu partido que está no poder", mas será que eles acreditam mesmo que as coisas estão bem? Que o nosso futuro não está a ser roubado? Será que não estamos a todo o custo a trabalhar para pagar uma divida que em nada vai resolver os profundos problemas da sociedade portuguesa? Tanto me faz que seja o PSD, o PS ou o PCP que esteja no poder, se as coisas estão mal há que tentar mudá-las, nem que seja pela via da manifestação. É claro que pelo que vejo a manifestação em nada altera a situação, mas para mim já se tornou mais uma questão de manutenção da democracia, porque já se viu que não se vai chegar lá pelo simples acto de votar, não é mais um garante de que vivemos em democracia. O que eu sinto é que aquilo pelo que o meu avô lutou em 74 está a ser deitado abaixo, e isso é que não pode acontecer. Enquanto eles souberem que o povo está presente e não se abstém simplesmente destas questões, encurta-se o espaço de manobra das elites governativas. Mas agora voltando às pessoas, o que eu vejo são pessoas sem cultura a criticarem tudo o que não percebem. E depois há aquelas ideias pré-concebidas disto e daquilo, às vezes fazia-vos bem irem ao google pesquisar alguma coisa de útil. Às vezes fazia-vos bem não serem tão quadrados. Ainda para mais alunos que estudam política, sim uma cambada de falsos moralistas é o que vocês são.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Aqui vamos nós
E hoje ao ver-te olhar para mim, com um ar de quem estava ligeiramente arrependido das decisões que tinha tomado, apercebi-me de que eu também errei. Fui quem sou, sem nunca deixar de o ser por um segundo só, mesmo que isso não agradasse às pessoas. Foi por ser sempre fiel a mim mesma que tornei as coisas tão complicadas. Talvez se me tivesse deixado ir em simpatias, agora estava nas nuvens, assim estou só meramente feliz. Pareceu-me que ela sabia de alguma coisa, se calhar foste desabafar com ela. Assim percebo o quanto és fraco de espírito, que não sabes medir as coisas e que acima de tudo não me conheces. Eu perdoo-te por tudo e por nada do que fizeste. As coisas voltaram a estar nos eixos, e talvez tenha sido pelo melhor. Só mesmo porque eu e pessoas fracas de espírito não nos damos particularmente bem. Só porque também não me dou particularmente bem com pessoas que não cumprem a sua própria palavra.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Senti de novo necessidade de escrever. Talvez seja por me doer bastante, por ter depositado demasiadas esperanças nas pessoas e todas elas terem saído furadas. Ou talvez seja simplesmente por me sentir mal comigo mesma e não com as pessoas. Uma das duas coisas se passa. É incrível como algo que se passou há tanto tempo ou algo tão pouco profundo me consegue afectar tanto. Sempre que penso no que se passou mais recentemente, vou sempre bater ao que se passou há quase um ano atrás. São as semelhanças, as terríveis semelhanças que me fazem perder toda e qualquer esperança que poderia ter restante. E depois esta terrível nostalgia que me deu hoje. Mas tudo recomeça, é o fim de um ciclo. Siga para o próximo, esperando sempre o melhor.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Ditadura
Hoje dizia-se no autocarro, em conversas de sabedoria popular, que a história repete-se de tempos a tempos, e que por essa razão íamos ter, de novo, um regime ditatorial. Questiono-me se acontece o mesmo na nossa vida pessoal. Será que é possível a história repetir-se? Já há uma ditadura na minha vida, é a minha ditadura, eu sou a senhora de mim mesma. Mas com tudo o que se tem passado, acho que está na hora de uma mudança no regime. Talvez não esteja a tomar as medidas adequadas para me governar a mim mesma. Vou administrar um golpe de estado dentro da minha cabeça ao meu eu super autoritário e poderoso. Agora virá um eu menos severo, mais calmo e moderado, mais equilibrado, essencialmente. Esperemos que tome medidas de acordo com aquilo a que se compromete. "Vais ser mais feliz, as pessoas vão-te achar uma melhor pessoa e se fores uma pessoa mais fácil, talvez alguém se dê ao trabalho de perder aquele tempo que é necessário para te compreender, já que, e tens que admitir isso, até agora ninguém ficou", diz o eu moderado. Não sei se acredito. As minhas eleições estão a decorrer neste exacto momento, numa longa introspecção, que já dura há algum tempo. Mas eis que vejo a liberdade, a total liberdade do meu ser. Não, não é a anarquia. É algo muito melhor, muito maior. Transcende-me. É o sonho, o sonho do Quinto Império, na minha cabeça e na minha alma.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Renovação
Que alívio! Foram as únicas palavras que consegui proferir
depois daquela conversa renovadora para o meu ser. Acho que tomei a decisão
acertada. Aquela situação estava a consumir-me demasiado, estava a tornar-me
numa pessoa que não sou. Agi como tinha de agir, porque antes do amor a seja o
que for, temos que ter amor-próprio. Eu estava a entrar num círculo, que estava
difícil de quebrar. Ah como me sinto aliviada. Aquela não era eu. E tive mesmo
de quebrar com tudo, eu sou muito senhora do meu nariz para ter pessoas a toda
a hora a dizerem-me o que eu tinha de fazer. Não faz parte do meu ser ter que
lidar com estes dramas e com estas questões que não me fazem muito sentido.
Sinto-me muito melhor. Foi uma renovação. A minha mãe sempre me encorajou a
fazer aquilo que me faz feliz. Pois foi isso mesmo que fiz. Fiz o que me fazia
feliz, e arrependo-me ligeiramente de algumas coisas. E agora fiz exactamente a
mesma coisa. Talvez também me arrependa, se isso acontecer, já aprendi mais
alguma coisa na minha curta vida. Fiz o que tinha a fazer com quem tinha de fazer.
Não quero mais aparato, só quero que respeitem a decisão e curar a enorme
ferida que fiz e fizeram a mim mesma, na minha tentativa de fazer o que me faz
feliz. Enfim, um texto pouco bonito, só para expressar o meu estado de espírito
neste momento. É altura de sarar, longe de tudo.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
"Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.", lá dizia o poeta. Qual é o destino dos falhados? Não percebo o karma. E sabem aquela altura em que tem mil coisas cá dentro mas nem conseguem pôr isso em palavras? Sim, essa sou eu neste momento. Só queria entrar numa transe e quando saísse os problemas tinham acabado e tinham-se resolvido e eu não sentia mais nada, porque os sentimentos são a porta mais fácil para o sofrimento. É uma linha tão ténue, aquela que separa os dois opostos que, ao mínimo movimento, tudo pode desabar. A vida era tão fácil antes de tudo isto acontecer, agora todos os dias me parecem maus.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Dia mau
Há muito que esta vontade de desertar me assombra. Há muito que sinto que o meu lugar não é mais aqui e há muito que sei que não é aqui que quero estar, não é aqui que a minha alma pertence. Está na hora de fazer alguma coisa que realmente me tire o fôlego. Tanto que já lá vai desde que fiz alguma coisa que realmente me tirasse os pés do chão, que fizesse o meu coração saltar do peito. Tudo o que penso que vai ser aquele momento na vida, que vele por mil, sai sempre ao contrário. Sinto que está na hora de quebrar com tudo de uma vez. Vou tomar uma decisão de uma vez por todas, escolher o que quero para mim. Será que o problema sou eu? Começo a acreditar que sim. Dizia-lhe no outro dia, que não era ela que estava mal, mas sim o mundo, mas neste momento não tenho mais certezas disso. O mundo é um sítio estranho para mim. Este mundo está completamente virado ao contrário. As pessoas têm que definir prioridades de uma vez por todas, e deixar de magoar as outras. Sei que daqui a uma semana já vou estar renovada, agora foi o choque. O choque de seres exactamente como ele, o choque de existirem pessoas egoístas, muito egoístas. Eu acho que sou simplesmente eu que está mal, o resto está tudo como devia ser. Não há almas gémeas, há simplesmente pessoas destinadas a ficarem na solidão para a eternidade. Porque as coisas não são todas cor-de-rosa. Porque as pessoas não são todas boas, porque nós não somos pessoas boas. E sim eu já sabia que me ia magoar, eu saio sempre magoada, sempre.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Coisas do coração
Tenho tanto medo. Logo eu, a quem nada atormenta a não ser um bichinho ou outro. Não me conhecia esta faceta. Ter medo de arriscar. Deixaste-me medricas com estas coisas. A culpa foi tua. Se antes não tinha qualquer receio de me atirar de cabeça nestas situações. Agora penso duas vezes, porque sei o quanto dói se não correr bem. Ah e na minha cabeça tudo vai correr mal, só consigo pintar um cenário negro, porque pintar o bom cenário seria sonhador de mais (até para mim). E eu penso que se calhar é pedir de mais que as coisas corram bem, que se calhar nem mereço, por isso é que acabo sempre mal. Tenho um mau karma por ser injusta com as pessoas, por vezes. Talvez exista uma alma gémea, nisso tens razão, mas provavelmente ou ela passa por nós e não a vemos ou nunca a vamos encontrar. Aqueles que têm a sorte de descobrir a alma gémea são uma minoria. É só uma questão de sorte. É como a música diz: querer o melhor, mas esperar o pior. Enfim, temos os dois lado da moeda, ou nos entregamos e é tudo muito lindo ou, como acontece quase sempre, acabamos por nos magoar mutuamente. E ele não foi egoísta, eu compreendo-o, às vezes é necessário um reencontro com nós mesmos na confusão que é este mundo. Viver uma vida de errância é o mais poderoso dos sonhos. É aquele que nos obriga a quebrar com tudo e todos. Quando os padrões da sociedade não servem mais. Mas essa não tem que ser necessariamente solitária, foi esse o seu grande erro. Porque a felicidade só é real quando é partilhada. Se me perguntassem neste exacto momento o que é que eu quero? Eu respondia que era partir. Não o mesmo partir de quando tinha 16 anos e achava que o mundo não me compreendia, mas o partir de quem já compreende o mundo e não gosta do que vê. Levava-te comigo, viveríamos essa vida de errantes eternos. O mundo ia ser o nosso lar. Quando te descobrir, levo-te comigo e partimos, partimos os dois sem destino, só com a felicidade no horizonte.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
No outro dia dizia-te que não sabia como é que, de repente, tudo tinha ficado tão confuso. É uma verdade, não sei. Tu és uma experiência de vida, mas tu e eu não somos iguais. A tua racionalidade impede-te de estares comigo a 100%, sempre a pensar no que virá. Não acreditas no "um dia de cada vez", mas deixa-me acreditar. Adopta aquela atitude de fazer o que te faz feliz, sem reservas. Maças-me com a tua racionalidade. Podes ser um sonho, mas não és o meu sonho. Eu preciso de alguém que sonhe comigo. Não, eu não quero falar de política, estou farta disso, nem sequer gosto. Não podemos falar em amor. O amor não pode ser racionalizado. O amor é um sonho, uma situação hipotética. E sente-se. Tu sentes aquelas borboletas no estômago. Perdoa-me por ser uma alucinada, mas sinto-me bem assim. Quando fores capaz de levar com o vento na cara, enquanto dás a mão a alguém, em silêncio, podemos conversar, não de coisas racionais, mas de coisas patéticas. Porque nós somos jovens, livres e eu, em particular, vou ser sempre uma criança grande. Porque a vida é demasiado séria, para ser levada a sério.
Não me apetece passar por tudo isto outra vez. O medo de ficar entregue ao sofrimento invade-me, logo a mim... Mas sinto-me bem quando estou contigo, ainda mais sabendo que é um belo desafio. Ah e como eu não viro costas a um desafio. Talvez seja a minha alma, cheia de apetite de desafiar as regras que está a falar mais alto. Mas eu gosto de ti. E quantas saudades não tinha eu de ter alguém comigo... Continua tudo tão enublado, tal e qual o tempo lá fora, mas estou feliz, estou estranhamente feliz no meio da confusão que tem sido a vida. E quanto mais me dizem para não fazer, mais vontade me dá, mesmo que depois me arrependa já valeu a pena. E de repente, tudo ficou tão complexo e confuso. Uma confusão que dá cabo de mim, deixa-me só de pele e osso. Mas para quê a confusão? A vida é tão simples. Vai vivendo e depois logo se vê, e acima de tudo tens que estar feliz, sem afectar a felicidade dos outros. Ao afectar a felicidade dos outros, vem o maldito do karma dar cabo de nós. Sejamos felizes, se faz favor.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
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