sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pessimismo não é a palavra

O que é que adianta? Continuamos a viver e, pura e simplesmente, esquecemo-nos do que sentimos e pelo que passámos antes. É por esta estúpida característica da Humanidade que repetimos os nossos erros. É por esta estúpida característica que me sinto tentada a fazê-lo, mesmo sabendo que correu mal da última vez. Se estivesse bem claro na minha mente tudo o que senti, não voltaria a repeti-lo. Entretanto, os Joy Division ainda me fazem sentir mais miserável com a nossa viagem. Vai à merda Ian Curtis, tu e a tua dor! Eu também a sinto.

domingo, 29 de julho de 2012

O que nunca te direi (excerto)

"(...) Pensei que eras tu a pessoa. Não foste, nem vais ser. Este é, a partir deste mesmo momento, um capítulo encerrado da minha vida. Está na altura de seguir em frente, de vez. Acabou aqui e agora! Está na altura de eliminar aquele cantinho do cérebro, sempre lá reservado para me martirizar com o passado que desejava nunca ter acontecido."


segunda-feira, 23 de julho de 2012


Já sinto falta da vida citadina.
Começar o dia na faculdade a respirar conhecimento. Almoçar na RUB com amigos e, claro, com a Mimi. À tarde, dar um passeio na Baixa, ler um livro na Gulbenkian, ou mesmo, levar com a brisa do rio em Belém. Ao final da tarde, ir ver o pôr-do-sol num dos muitos miradouros acompanhada de cerveja e boa companhia (com preferência para o Adamastor). Uma jantarada em casa da Márcia, seguida de uma bebida no Bairro. Checar o ambiente em Santos. E, finalmente, acabar a noite no Arte & Manha. Chegar a casa exactamente às 6h, para poder aproveitar a festa que é vida nos aspersores do parque em frente. Começar outro dia, e sentir que se morresse naquele instante, nada teria sido em vão. 
Ah mas como aprecio também a vida aqui. Cafés com conversas longas, partilhadas com amigos de outros tempos. O mar e a sua frescura. As pequenas aventuras. Longos passeios ao final da tarde, para aproveitar o melhor de um dia de Verão. Jogos de tabuleiro em casas que não são minhas. Conversas existenciais e profundas em noites mal dormidas. E recordações, tantas recordações assombradas pela saudade de tempos em que as preocupações, pura e simplesmente, não existiam. 

sábado, 7 de julho de 2012

Dispersada na mente


Vou deixar crescer o cabelo de novo. Já está num bom caminho. Existem duas razões para o fazer:

1 - não posso cortá-lo, como inicialmente tinha pensado, por foça das circusntâncias
2 - já que antes queria cortá-lo para mudar de visual, assim vou também mudar mas não de uma forma drástica, mas de uma forma progressiva para que ninguém note, a não ser que deixe de me ver durante algum tempo é que irá notar a diferença

Bom, mas não passando esta conversa de algo superficial e infundado, sinto-me na obrigação de passar a um outro assunto. 
Estou de volta! Não que seja novidade para muitas pessoas, porque já que estamos de férias, teria de voltar eventualmente. A minha despedida foi feita sob o signo da pressa, mas não sem um sentimento de saudade precoce do tamanho do mundo. Sabendo de antemão que o que me esperava não ia ser tão bom, a desilusão abateu-se sobre mim... nos primeiros três dias. Depois tudo mudou. Afinal tinha saudades. Saudades das pessoas, principalmente, mas tambem da praia, do sol e do estilo de vida. Se a agitação da cidade me deixa empolgada, a calma do sítio traz-me de volta tudo o que sou. Está a ser um verdadeiro reencontro comigo mesma. Afinal já estava a precisar de estar sozinha para encontrar de novo o equilibrio. E como o meu corte com o passado nunca resultou na plenitude, só me tormou mais extremista, mais vale aceitá-lo e viver em harmonai com ele e com todas as pessoas. Não deixo de gostar de ninguém, as pessoas é que parecem ter alguns conflitos interiores direccionados a mim. Talvez tenha comprado algumas guerras em Lisboa por esta ou aquela razão, mas se o fiz foi mesmo sem intenção. A última coisa que quero são conflitos e drama. Já me basta a dura realidade do quotidiano. Não tenho também de estar a brigar por questões de importância reduzida. Quem me conhece sabe que raramente me zango. Quem não gosta de mim ou simplesmente não vai com a minha cara, que é o que me parece estar a acontecer, tem que rever-se na sua consciência e perguntar-se se realmente existe alguma razão. Enfim, nem sequer sei porque puxei este assunto. Apesar de ser um assunto que me deixa aborrecida, já um dos meus irmãos dizia para não deixar de ser eu própria porque se formos verdadeiros não temos que nos sentir mal por nada que façamos. Considerações gerais de quem se dispersa demasiado na sua mente. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Suspiro de vida


Estou domesticada e feliz, como uma grande amiga minha diz. A verdade é esta. Cheguei a um ponto na minha pequena existência em que posso afirmar que estou equilibrada, que sou eu. Eu e sou eu. Faço o que quero, com quem quero sem ter em conta o que os outros vão pensar. Isto é que foi uma grande conquista. Ser livre, totalmente livre de pensamento e de acções. Sonhadora e livre para conquistar o mundo. Todas as possibilidades estão ao nosso alcance, só temos de chegar lá. Tenho a vida toda pela frente. Sem arrependimentos, com muito amor e sonhos, assim se faz a viagem. Deixou-me ir ao sabor das circunstâncias, sem pensar no futuro, porque esse só cabe aos deuses. Aproveitra a viagem ao máximo, que só agora é que começou. Não estamos velhas, estamos domesticadas. O descontrolo das hormonas já acabou e os ciclos emocionais já se foram. É a Hora! A hora de viver, simplesmente viver, com tudo o que isso implica. Talvez este seja um dos textos mais vindos do coração que eu alguma vez escrevi. Mas que posso eu fazer? Estou apaixonada!! Apaixonada por pessoas, lugares e sentimentos. É agora que vamos viver. São estes os anos gloriosos. É a altura para nos tornármos naquilo que sempre desejámos. Porque não são os outros que fazem aquilo que somos, mas sim nós próprios. 

Carpe Diem

terça-feira, 26 de junho de 2012

O incêndio

Nem queria acreditar! Acordo sobressaltada e tudo o que vejo à minha frente é uma extensa coluna de fumo negro. O cheiro pestilento continua ainda hoje, e continuará nos próximos dias. É-me difícil assimilar que tenha sido fogo posto. Como é que é possível? Mas o surpreendente foi a nossa sorte! O rapaz do quarto andar do prédio da frente viu o fumo e o clarão das chamas, enquanto todo o 5º andar da RUB dormia ou simplesmente não se apercebia do que se passava. Sorte foi o quarto andar da RUB ainda estar desperto para sentir o cheiro e olhar pela janela na altura em que o rapazinho gesticulava, afirmando que havia fogo. Sorte foi a iniciativa e coragem daqueles dois seres que subiram um andar e acabaram com as chamas. A causa deste misterioso fogo e todas as circunstâncias que o envolvem vão continuar desconhecidas. De uma coisa temos a certeza foi provocado por alguém, pois era impossível ser de causa eléctrica e muito menos de causa natural.
Uma coisa é certa, depois de termos uma experiência de quase morte (mais dois minutos de fogo e todo o 5º andar tinha ido pelos ares), tudo nos parece um bocadinho turvo. Repensamos tudo e o medo de voltar a acontecer toma conta de nós. A vida vai continuar e dentro de uns tempos isto não vai passar de uma má memória, por enquanto o susto de ontem continua bem nítido na minha cabeça.

domingo, 17 de junho de 2012

Your heart’s a mess
You won’t admit to it
It makes no sense
But I’m desperate to connect
And you, you can’t live like this



Eu propria neste momento da minha vida!

sábado, 9 de junho de 2012

Batalha

Eu já sabia que isto seria inevitável. Mas não estava preparada. A sério que não estava. Já passou tanto tempo, porque é que continuo a remoer constantemente nesta situação? Acabou! Está na hora de seguir em frente sem tudo o que prende ao passado. O meu passado é difícil de deixar ir, ele mora aqui. Aqui onde eu moro também. Olhe para onde olhar, ele vai estar lá. Tornar o presente num sitio onde não foi construído não é fácil. O fim da estrada chegou. É agora o momento, é agora. Se alguém me perguntar porque é que eu me queixo, não sei o que vou responder. A minha vida em toda a sua estrutura é tudo o que alguém poderia desejar, mas depois quando se vai às raízes sinto que me falta tudo o que é mais importante. Eu quero o que todos querem, e ninguém consegue. Eu percebo o que ela sente, eu sinto exactamente desta forma, não pelas mesmas razões. Mas que de outra forma é que nos havíamos de sentir, quando a rejeição se torna parte integrante das nossas vidas? Sabes o que sinto? Sinto tudo, tudo o que não disse e tudo o que não senti corrói-me por dentro. Cada passo que dou assemelha-se a mais um abismo. O esforço que faço para não cair de novo, esse nunca ninguém vai saber. E depois criam-se máscaras, inventam-se motivos superficiais para estar feliz, quando no fundo tudo dói. Eu estou bem comigo, só não estou bem com o mundo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A nostalgia do mês de Junho

Ok, tenho estado um bocadinho away do mundo, nos últimos tempos. As mudanças continuam a suceder. Está quase a chegar aquela altura que é forçosamente de balanços. Fazer um balanço do que foi isto, do que foi aquilo. Chegou também a inevitável altura de voltar atrás para me encontrar de novo. E ainda, está na altura de deixar para trás tudo o que me faz mal e seguir em frente. Não é que não faça isso todos os dias, over and over again. Mas agora que estou aterrada de ter de voltar, tenho um medo gigante que tudo volte à estaca zero. Já me estou a esquecer de uma regra: "não sofrer por antecipação". Ainda falta muito tempo, e quando chegar esse momento vou estar de cabeça erguida, com um pé no Verão em casa, e outro em Setembro na RUB. Se há uma coisa que aprendi na última semana, é que deixar ir é o melhor remédio. Deixar ir os nossos sentimentos, deixar ir a nossa inspiração, deixar-mo-nos ir. E ontem descobri mais um pedacinho de arte em mim... a pintura. Não tenho qualquer habilidade mas é a sensação de liberdade e ao mesmo tempo a assustadora folha em branco. Não vou desligar deste novo sentimento e vou atirar-me de unhas e dentes ao pincel. Uma outra forma de expressão para além da escrita calha sempre bem. Descobri outra coisa sobre mim que, lá no fundo, já sabia. Sou uma péssima pessoa para dar conselhos. Eu formulo palavras bonitas no meu cérebro e depois só sai escumalha, é mesmo frustrante. Cada um nasce com um propósito, e esse de certeza que não é o meu. Fantástica é a sensação de aprendizagem, a sensação de um dia que valeu a pena. E quando ele voltar a perguntar: "o que é que aprendeste hoje?", eu já sei o que vou responder. O segredo é vermos a beleza, a beleza de cada gesto e de cada pequenina coisa. Esse é o caminho.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Assim vão as coisas...

  • stress traumático de altura atarefada na faculdade
  • criação de expectativas em relação a pessoas e lugares
  • planeamento de actividades festivas ao longo de todo o mês de Junho
  • encontro de novas almas para encontros de sinceridade
  • espera prolongada por frutos de acontecimentos há muito passados
  • desapego de sítios e lugares
  • questões de existência
  • vontade de ler e não tanto de dar asas à criatividade
  • novos caminhos para a minha daily routine
  • hora para mudar, de novo

segunda-feira, 21 de maio de 2012


É impressão minha ou tudo está como devia estar? Optimamente bem.

domingo, 20 de maio de 2012

MUITO IMPORTANTE: ler, lentamente, respeitando a pontuação com a música a tocar.

As coisas mudaram tanto. Eu sei que a felicidade é um estado passageiro e que não estou a 100%, mas está tudo bem. Encontrei a melhor amiga que alguém podia ter encontrado, vivo com pessoas fantásticas e tudo de bom aconteceu. Está na hora de deixar as pessoas irem. Está na hora de deixar o passado para trás das costas e deixar de me importar com quem não importa. A vida continua, numa escalada gigante para conseguirmos todos ficar bem. Eu disse-te uma vez que o nosso futuro vai ser brilhante, não duvides. Com estas ou com outras pessoas, com ou sem quinta, com ou sem os três sonhos, nós vamos ficar bem. O brilhantismo, esse só cabe a nós próprias. Não sabemos quantos filhos vamos ter, mas sabemos os nomes deles. Aí reside a beleza do sonho. Não é fazer planos, é acreditar que tudo é possível. Se há coisa que aprendi nos últimos tempos é que às vezes aquilo que menos esperamos acontece. Portanto, resta-nos sonhar com um pé na terra, porque as possibilidades são infinitas. A receita é uma pitada de sorte, duas pitadas de imaginação e três colheres de vontade. Nós não somos aquilo que eles querem que sejamos, somos aquilo que queremos ser, mesmo que seja o absurdo. Nós somos capazes. E pode tudo correr mal, mas de uma coisa eu tenho a certeza desde que acreditemos que tudo vai ser pelo melhor, encontraremos uma forma de chegar lá.

Como eu estou sempre a dizer

sábado, 19 de maio de 2012

Viver é...

"Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas."

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vivemos sem pensar que pode ser o nosso último dia. Fazemos repetidas coisas: compramos comida, comemo-la, voltamos a comprar comida, lavamos a roupa quando está sujo, passamos por lugares sem realmente reparar neles. Andamos permanentemente atrás de um objectivo: estudamos para correr atrás do que queremos, trabalhamos, esforçamo-nos para chegar a lugar nenhum. Vivemos sem realmente viver. Quantos de nós fazem aquilo que realmente gostam? Quantos de nós estão com quem queriam estar? Quantos de nós não têm medo de arriscar? Poucos decerto.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A praia

Estamos naquele momento do ano em que toda a gente te pergunta se já foste à praia. Não, ainda não fui à praia, e só tenciono ir quando as condições se proporcionarem para esse lado. A verdade é que não sou grande fã. A multidão, as crianças a chorar, o sol abrasador que deixa a minha brancura em polvorosa e a pressão para ficar bronzeada, quando o meu tom de pele não deixa antever nenhuma ida à praia. Se pensarmos bem, é um belo de um padrão da sociedade e ir à praia e passar o Verão todo debaixo do afogueio. Não é que não goste de praia. Só não gosto das condições em que tenho de ir à praia. Parece que temos de estar todos perfeitos para podermos exibir o nosso novo biquini. É ridículo. Quando arranjarem uma praia completamente deserta em que eu possa ir à água segura de mim, e em que eu possa fazer as figuras mais desparatadas, eu passo a ir mais vezes à praia. Entratanto fico a curtir a minha cena, de livrinho na mochila ao final da tarde, enquanto os passarinhos ainda cantam. E quem sabe lá para o fim do Verão não consiga ter a minha pequena aventura de bicicleta (quem sabe das coisas, vai perceber).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mom, I'm home

Há um mês, um mês!! Como é que é possível?
Tanta coisa mudou, eu até acho que preciso de mais tempo com elas para lhes contar tudo com todos os pormenores que lhe são devidos.
Estou tão entusiasmada com a minha ida. Finalmente! Vou deixar de lado, por momentos, a azáfama que é a realidade aqui e vou ancorar na calma.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

5º andar em Benfica

O 5º andar em Benfica sofre de muitas maleitas: há infiltrações nas duas casas-de-banho das raparigas, uma das infiltrações alastrou-se para um quarto, a fechadura do prédio partiu-se e teve que ser mudada, agora não há chaves para todos, o microondas do 6º andar avariou, o estore da sala não desce, se descer não volta a subir, e foi encontrado um bicho morto na cozinha. Ufa.. só problemas funcionais!
No entanto, e apesar de tudo isto, a residência é a minha segunda casa. Vai ser a minha casa durante os próximos dois anos, pelo menos. Uma casa diferente de todas as outras.
Posso-me perder em dissertações sobre o que é que a residência significa para mim. A realidade aqui é muito diferente. A minha experiência universitária só é completa e total com esta vivência.
Há pouco tempo, lembrei-me eu num dos meus muitos pensamentos profundos, que nós, ao fim ao cabo, somos uma família. Uma família muito disfuncional e com alguns problemas de entendimento. Mas que família não o é?
E quando vim para Lisboa, lá vinha eu com o meu caderninho a apontar o nome das pessoas, para ter a certeza que não me ia esquecer. E agora, aqui estou eu, a chamá-los de família. Ah nostalgia! Se há sítio em Lisboa onde fiz amigos, foi aqui. E agora, está quase a acabar, e só penso no quanto vai custar não voltar a viver com algumas destas pessoas.
Se antes queria um refúgio da minha própria casa, agora encontrei-o. É aqui, no 5º andar em Benfica.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O tempo passou

Chegou o mês de Maio, com ele veio uma constipação, uma série de más notícias, um bicho morto na cozinha e três rolos de papel higiénico por mês. Só o Sol teima em não aparecer. Não vos faz confusão quando olham para trás no vosso passado, e vêem quanto as coisas mudaram? Parece impossível que nos próprios e as ciscunstâncias se alterem tanto ao longo do tempo. Se há um ano atrás procurava algo que não sabia muito bem o que era, agora essa procura já findou. Ainda não encontrei, mas não adianta de nada procurar e não viver. Hoje dedico-me mais a viver. Se sinto saudades do que já passou? Sinto, muitas, mas não de tudo, há apenas algumas situações que valem a pena serem recordadas, o que te faz mal deixa simplesmente atrás das tuas costas. Umas das coisas que aprendi com o que me tem acontecido ultimamente é que nunca deixes que os outros te digam que não és capaz, tudo é possível. Durante muito tempo muita gente fez questão de me fazer sentir mal por isto ou por aquilo, ainda hoje isso acontece, mas hoje tenho outra capacidade para assimilar e esquecer. Porque existe beleza em todo o lado, há é pessoas demasiado cegas para conseguir vê-la.



sábado, 28 de abril de 2012

A falta

Ok. Eu estou bem. Eu sei que estou bem. Mas fazes-me uma falta. Ninguém sequer sabe a falta que me fazes. Às vezes só olho ao telemóvel à espera que magicamente algo teu apareça lá. Nunca aparece. São sempre os outros, os outros que eu não quero. Não penso 24 horas em ti, nem perco muito tempo em dissertações profundas sobre o que aconteceu, mas sonho, sonho contigo. E sobre os sonhos não podemos nós ter controlo. Nem sobre a alma e o que ela quer. Se pudesse, nem por um instante que fosse, voltar para os teus braços, não tenhas a menor dúvida que o faria. Não posso, não posso porque nada volta, mas o sentimento permanece. Posso fazer tudo o que quiser para seguir em frente, mas enquanto tu morares no meu subconsciente não vou conseguir fazê-lo. Hoje disseram-me: "esquece, pensa nas coisas más que aconteceram e cria sentimentos de ódio". Mas como raio é que esperam que eu faça isso? Se alguma coisa correu mal, eu vou sempre achar que a culpa foi minha e para mim os teus defeitos são inexistentes, porque o que eu sinto por ti bloqueia-me a capacidade racional de assimilar que não foste de todo bom para mim. Eu sei que isso aconteceu, mas a vontade de voltar para ti permanece independentemente do que tenha acontecido e sei que iria voltar como se tudo tivesse sido perfeito. Provavelmente não te vais dar ao trabalho de veres o que escrevi e nunca vais saber como estou mal, estando perfeitamente bem. Nem sabes o quanto, a minha vida mudou de uma forma que nem imaginas e que nunca vais chegar a saber porque nós terminámos com tudo o que nunca houve e matámos aquilo que podia nascer. Tu és a minha lacuna na quase perfeição. Nem vai haver nenhuma banda sonora para este momento, as palavras de outrem não seriam suficientes para transmitir um momento que desta vez é só meu, e meu permanecerá.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Reconciliação

Porque é que tinha de sonhar com a nossa reconcialiação durante esta noite? Eu preciso de descansar e está tudo contra o meu descanso. Até esse assunto aparece para me importunar. Quando tudo parecia estar a ficar mais dissipado, sonho com isso. Eu não quero sonhar com isso, eu só quero esquecer. Já chega de preocupações na minha vida. Se as últimas semanas têm sido as mais surreais, também têm sido as mais complicadas. Tudo o que tem acontecido de bom, são só inícios, na concretização tudo falha e fica tudo mal outra vez. E é assim que está. Só o que me faltava era sentir de novo a tua falta, já está!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

LIfe?

Ok, a minha vida deu uma volta de 360 graus na última semana. Mesmo que as coisas não se proporcionem da melhor forma (que é o que eu prevejo), já cheguei até aqui. Sei que tenho que pensar positivo e acreditar que tudo se vai desenrolar da melhor forma, e mesmo que não dê agora, isto deu-me força para tentar no futuro. No entanto o meu pessimismo e a minha insegurança, fruto de muitas pancadas que já levei, não me deixam antever um desvendar radioso para esta parcela da minha vida. Mas seja como for, nem acredito. Se há uma semana achava completamente impossível que isto acontecesse, agora parece que estou a viver um daqueles sonhos que tu guardas na gaveta e nem tentas porque sabes o quão impossível é. Não quero dizer que acredito, porque a última vez que disse isso dei-me mal. Por mais aspectos positivos que isto tenha, sei que não vai ser como queria que fosse, há muitas coisas em mim que não estão bem. Enfim, vai ser esperar para ver. E se não correr bem, sei que vou sempre ter alguém para me abraçar depois de o mundo desabar. E não, não és tu. Depois disto, podes ter a certeza que não és tu.

domingo, 22 de abril de 2012

Sem

Eu tenho quase sempre razão. Agora mais do que nunca, percebo isso. O universo não queria mesmo que nós estivéssemos juntos. Depois de tudo o que nunca chegou a começar, acabar, de repente coisas boas começaram a acontecer-me. Coisas que há uma semana atrás, eu nunca me teria lembrado. Se esta foi uma semana má, não ficou nada atrás de ser uma semana boa. Gosto muito de ti, mas tudo se está a encaminhar sem ti. E afinal, descobri que vou sobreviver!

sábado, 21 de abril de 2012

Sim, as coisas estão a correr bem. Mas não sei porque é que não me sinto feliz. Eu sei do que é que preciso, preciso de move on completamente. Continuo demasiado presa a coisas que não me fazem feliz. Eu diria que a minha solução é muito simples. Mas pode não ser assim tão fácil para mim concretizá-la. Gosto muito de estar sozinha, até porque tenho todas as opções em aberto e uma vida boémia (como gosto de chamá-la) para viver sem me preocupar muito, mas ter-te ao meu lado dava um significado completamente diferente a tudo. O que me faz não querer voltar atrás é estar completamente cheia de queixumes e querer seguir em frente de vez, sem estar presa a uma situação que me deixava triste. Não digo que não esteja triste também agora, mas pelo menos sei que vai passar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"Receio do sofrimento" by Kafka

"Todos os sofrimentos que nos cercam, é-nos necessário sofrê-los igualmente. Todos nós, não temos um corpo, mas um crescimento, e esse conduz-nos através de todas as dores, seja sob que forma for. Do mesmo modo que a criança, através de todos os estádios da vida, se desenvolve até à velhice e até à morte (e cada estádio parece no fundo inacessível ao precedente, quer seja desejado ou receado), do mesmo modo nos desenvolvemos (não menos solidários da humanidade do que de nós próprios) através de todos os sofrimentos deste mundo. Para a justiça não há, nesta ordem de coisas, lugar algum, não mais do que para o receio dos sofrimentos ou para a interpretação do sofrimento como um mérito."

Franz Kafka, in "Meditações"

domingo, 15 de abril de 2012

Continuar

Dizem que estou melhor assim, que foi a decisão mais acertada, eu acredito. Vou sobreviver. Só dói, porque não era isto que eu esperava. A vida continua. No entanto arrisco-me a dizer que a vida continua sem que os sentimentos tenham morrido. O que sentia ontem, ainda o sinto hoje. Mas o tempo tudo cura, e é preciso ser franca, não é a primeira vez que passo por isto. O segredo é continuar a sorrir e seguir para outra. Porque tudo continua. Tudo continua.

sábado, 7 de abril de 2012

Não, não é nada disto que eu quero. Não é! Detesto o meio-termo que a Humanidade impõe a si mesma nas mais variadas situações. Não há meio-termo na vida. Tudo pende para algum lado. A tomada de decisões assombra qualquer um (eu sei), mas às vezes essas decisões são necessárias para um melhoramento de cada um. No entanto, sei o que te impede de tomar decisões. O medo. O medo das consequências negativas que potencialmente poderão advir dessa determinada decisão. Mas, vá lá, por favor, aprende de uma vez a tomar decisões e a viver com elas, já chega de esperar pelos outros.

Com amor, 
Subconsciente

Um recadinho

Detesto que me tratem mal, mesmo que não seja feito com intenção. Ás vezes, devemos ter um pouquinho de tento na língua e ter mais atenção o que dizemos uns aos outros. Enfim, estou bem disposta e não quero perder esta boa disposição. Queria só deixar um recadinho.